A importância de separar as contas da pessoa física e jurídica


É muito comum ouvir histórias de empresários de sucesso se envolverem em um abismo financeiro apenas por não se comportarem como uma pessoa física dentro de sua própria empresa.

Manter as contas pessoais separadas é o primeiro passo que possibilita não só uma visão mais realista dos resultados, como também doutrina o empresário a não se beneficiar exageradamente dos recursos dos quais tem controle. O faturamento de uma empresa pode vir a crescer de forma constante onde os custos e investimentos serão proporcionais e nem por isso as retiradas podem ser equivalentes.

Assim como os custos fixos e variáveis de uma casa se distinguem de uma companhia em quantidade e valores, o planejamento financeiro em ambas é crucial para averiguar se os custos fixos PF (pessoa física) serão compatíveis com as retiradas, em outras palavras o salário do dono é suficiente para pagar as contas de casa?

Usar a conta bancária pessoal para a empresa e vice versa, pode ser a única forma de iniciar, mas com o passar do tempo os registros das atividades financeiras vão se misturar a tal ponto que pode faltar dinheiro até mesmo para a compra de matéria prima da atividade em questão.

Com o aparecimento das contas digitais, a concorrência entre os bancos tem facilitado, e muito a abertura de contas, portanto é possível iniciar um negócio com a divisão do dinheiro e garantir a visão real da empresa de forma simples e rápida.

O empresário com dificuldade em se adaptar ao que a empresa pode oferecer, por falta de rotina ou até mesmo por que seu foco esta em acumular patrimônios, enxergará a criticidade do problema apenas quando faltarem recursos no caixa. Ignorar essa questão, pode ser uma “caixinha de surpresa desagradável”.

Definir um valor de pró-labore com pagamentos em datas específicas, deve auxiliar no controle das atitudes do(s) dono(s). Além de disso é possível

complementar o pró-labore mediante retiradas semestrais, desde que não prejudique o capital de giro da empresa.

O empresário deve aprender a viver com parte dos resultados da empresa e não fazer com que a empresa viva em função das vontades pessoais.

  1. É preciso aceitar que existe NÃO há um plano estratégico em andamento

Toda empresa tem um motivo de existir, o tempo de vida e a saúde de cada uma dependerá das ações criadas previamente em um plano estratégico, onde a probabilidade do sucesso estará diretamente ligada a maturidade e comprometimento diário na execução de cada atividade.

Negócios que nascem provenientes da oferta de soluções e serviços específicos como os relacionados a arte, tecnologia ou alimentação, são exemplos que podem ser altamente deficientes nos controles financeiros e contábeis, e é normal, afinal poucas pessoas conseguem se dedicar à arte do seu negócio e ainda assim ter a mesma capacidade em controlar as finanças.

Nesses casos existem diversas possibilidades de contratação de serviços como, aconselhamento empresarial, onde um profissional economista e/ou financeiro orienta na leitura e procedimentos corretivos, somando conhecimento para as melhores ações, e a terceirização das áreas financeira e contábil que segue como ações chave no controle dos custos e agilidade das operações.


2. O que não é medido não pode ser gerenciado


Para que cada indivíduo possa contribuir da melhor forma em suas atividades, o plano anual da empresa precisa ser claro e objetivo, tanto no individual como no coletivo, para que assim todos busquem os mesmos resultados esperados pela corporação. Os resultados dos departamentos precisam ser analisados diariamente e discutidos mensalmente entre os gestores, permitindo ajustes e previsões.

Questione-se “será que sei exatamente o que está acontecendo na minha gestão? Ter uma visão realista da situação geral dos negócios trará tranquilidade e poder de decisão.

3. Falta de sigilo pessoal

As amizades e relacionamentos no ambiente de trabalho devem ter limites. Não é incomum que funcionários tenham acesso às informações sigilosas dos seus superiores, incluindo bens, patrimônios, processos, aquisições e investimentos e rendimentos.

A divulgação de dados sigilosos pode comprometer ações do dia a dia tanto no âmbito pessoal como no mercado de atuação.


Por Jean Crouzillard

Sócio - Diretor da Tryuno

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